Uma
frase dita e repetida: ”O ano começa depois do carnaval”. Então, feliz ano novo
a todos. Acabou o carnaval e agora por onde começar? Que tal começar preparando
o nosso kit verde e amarelo, e em brados ufanistas rumo ao hexa. Sinceramente,
eu não vou fazer isso, desculpe-me quem vai fazer isso, mas eu tenho coisas
mais importantes para fazer. A seleção brasileira pode ser campeã do mundo, mas
o Brasil o que vai ganhar com isso? Entendam, não sou contra quem vai vestir
verde e amarela e empunhar bandeiras e aos berros e gritos de vai Brasil, para
cima deles seleção.
Mas a copa é em junho e estamos no
início de março, tem tempo para fazer outras coisas até lá. Eu sei que estamos
todos de “saco cheio” com a política, infelizmente política tem sinônimo de roubalheira,
falcatrua, bandidagem e outras coisas mais. O Brasil ganhando ou não a copa, a
vida continua, os problemas continuam, o barco segue remando em águas turvas. E
também irá continuar entre as dez economias do mundo.
Depois disso, sai à pátria de
chuteiras e entra talvez a pátria do civismo. Começa o embate político rumo ao
Planalto Central. Fervilha no caldeirão político siglas e mais siglas vendendo
ideologias. De um lado a imagem de um país pujante e de outro de um país a
beira caos. SITUAÇÃO e OPOSIÇÃO, a primeira, pinta o paraíso exalando
fragrâncias de todas as flores e a segunda se apega às sujeiras dos jardins e
aos espinhos das flores. A situação quer proteger o seu telhado e a oposição
sabe que o telhado é de vidro. Entre réplica e tréplica, o debate com certeza
não é um projeto para o país e sim um programa partidário que eleva o partido
político que está no poder. Entre discursos evasivos esquece-se de debater o
Brasil, pois sobressai a vontade partidária e de seus aliados que fazem de tudo
para manter o seu curral eleitoral.
Muitas vezes não temos conhecimento ou
não queremos saber, mas há todo um sistema que pelo qual estamos todos
submetidos. Todos sabem como está à saúde, a educação, a situação de moradia, só
para citar alguns. Todos esses setores e outros se desenvolvem de acordo com o
sistema. O nosso país é rico o suficiente para dar aos brasileiros a dignidade
para o bem viver. Estruturalmente somos um país de miserável. A pobreza
material nos ofende e miserabilidade corrói a alma.
Acredito que todos já ouviram dizer
que somos um povo culturalmente rico, que nossa riqueza está estampada nas
diversidades culturais e no jeito brasileiro de ser, disso não há dúvida. Ouço
sempre dizer que o que estraga o país é a nossa política, não é bem assim. A
política pode ser visto como um instrumento, e esse instrumento depende de quem
manuseia. Guardadas as devidas proporções, o que estraga o país são os políticos.
Vejam bem, eu disse guardadas as dividas proporções, pois os nossos digníssimos
representantes são políticos eleitos com o voto da sociedade. Agora, quem é a
sociedade? Resposta curta e simples: A sociedade somos todos nós. Nós somos
cúmplices dos descasos e da banalidade que impera em nosso país. Que merda é
essa, eu não compactuo com isso, o cara que rouba, eu que sou o culpado? Exatamente,
arcamos com um monte de impostos, cumprimos a nossa parte e pagamos pelo mal da
sociedade, a ganância e a estupidez.
Quer saber de uma coisa, eu quero pão
e circo, quando chega o tempo de eleição voto daquele que me ajuda com uma
cesta básica, com remédio e com outras coisinhas mais. Quero que a vida me
leva, quero sombra e água fresca, meu compromisso é apenas comigo. Não estou ai
com nada, quero assistir minha novela preferida, big brother de domingo a
domingo, levo a vida e a vida me leva. E a política? A política deixe para os
políticos, eles ganham pra isso. Brasil
rumo ao hexa!
Luiz
Carlos de Proença
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