Numa casinha simples em um
vilarejo distante da cidade, vivia Zé da terra, uma figura conhecida pelas
aquelas bandas. Conhecido contador de história gosta de passar o seu tempo no
bar do seu Bento. Além de contador de história, aprecia uma boa pinga e uma boa
conversa sobre política. Junto na roda de amigo, relembra o Brasil da época de
chumbo, a repressão não tinha dó e nem piedade, descia o porrete em quem ousava
a enfrentá-la, comenta ele. Mas, o
assunto preferido mesmo era sobre política e falava com propriedade de quem
vivenciou os principais fatos políticos do país. Tecia elogiosos comentários a
Luís Carlos Prestes, o cavaleiro da esperança.
Confessava
para alguns, a sua simpatia pelo comunismo. A discussão se acalorava mesmo
quando o velho seu Bento entrava na conversa, um declarado direitista fã de
carteirinha da velha política tupiniquim. Zé da Terra acostumava dizer em suas
conversa que política era vocação. O cantador de história não fugia de um
debate. Numa dessas tarde, o embate se acirrou, quando seu Bento o provocou, dizendo:
_
A esquerda foi e continua sendo o atraso para o país, Zé da Terra não gostou do
que ouviu e sem titubear retrucou: _Pois é, mas a direita ficou tanto tempo no
poder que se esqueceu de governar e mais ainda, contaminou a nossa política.
Ele se lembrou do tempo que o sistema político era composto por apenas dois
partidos, não havia tantas manobras como hoje. Dizia que o grande número de
partidos facilita toda a corrupção. Então seu Bento, falou Zé da Terra:
_Esses
são vícios da velha política que senhor teima em defender, completou. Essa
elite política que se perpetua no poder, esse jogo de interesse que amarra o
país em todos os aspectos. Ele retruca:
Meu velho Zé isso é governabilidade, um partido apenas não consegue governar um
pais tão grande e tão diversificado como esse. Mas, meu amigo disse Bento: _Se
faz tudo em nome dessa tal governabilidade e pouco se faz para o
desenvolvimento e o crescimento do país, completou em grande estilo, o velho
sábio Zé da Terra. E a conversa continuou sem horas para terminar.
Luiz Carlos de Proença
muito bom,professor
ResponderExcluirValeu Eduardo.
ResponderExcluir