quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Apenas momento



As mãos afagam o acaso num singular momento
De um tempo que ainda há, ainda resta, ainda está
Ás vezes encontra, em outras fogem
Talvez seja um tempo que quer ser apenas momento

As mesmas mãos que afaga as flores e um dia inteiro
Os pés cansados e os espinhos a distancia
O fel da noite o veneno e a essência
Uma coisa à toa e o olhar a distancia

Segue assim o infortúnio caminhar
Nos ásperos momentos e na acidez dos instantes
As fontes das inconveniências, ácidos e lamaçais
Inundam o templo e corroem o espírito

Os dias são todos iguais,
Os diferentes são todos iguais
 E o tempo diz ao próprio tempo,
Que o tempo é velho demais.

Há um olhar diferente, atraente
As dores do tempo doem pela eternidade.
Nos momentos e nos instantes
Nos iguais e nos diferentes

Luiz Carlos de Proença
09/11/12

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