As
mãos afagam o acaso num singular momento
De um tempo que ainda há, ainda
resta, ainda está
Ás vezes encontra, em outras
fogem
Talvez seja um tempo que quer
ser apenas momento
As
mesmas mãos que afaga as flores e um dia inteiro
Os pés cansados e os espinhos a
distancia
O fel da noite o veneno e a
essência
Uma coisa à toa e o olhar a
distancia
Segue assim o infortúnio
caminhar
Nos ásperos momentos e na acidez dos instantes
As fontes das inconveniências,
ácidos e lamaçais
Inundam o templo e corroem o
espírito
Os dias são todos iguais,
Os diferentes são todos iguais
E o tempo diz ao próprio tempo,
Que o tempo é velho demais.
Há um olhar diferente, atraente
As dores do tempo doem pela
eternidade.
Nos momentos e nos instantes
Nos iguais e nos diferentes
Luiz Carlos de Proença
09/11/12
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