quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Inquietantes momentos


Ainda há uma luz no final do túnel com um forte poder de claridade e nela está contida a última esperança. Bebe-se da fonte a água limpa e mata a sede de quem tem sede. No entanto e, entretanto, brinca-se com as palavras, dando vida as mesmas e ao mesmo tempo falando da dura realidade de um mundo louco, enlouquecido e cruel, onde muitos sobrevivem e labutam por um pouquinho de dignidade.
É assim, embora muitos não concordem, mas é assim. A imoralidade exposta e de cara limpa sem um pingo de pudor. A lei legaliza a imoralidade e o legislador está pouco se lixando pra isso. Precisa atender sua clientela, cuidar do curral eleitoral para os próximos quatro anos e se for preciso aprovar leis que beneficie o seu bando.  Mas, infelizmente parte da população não colabora e por incrível que pareça continua elegendo políticos que não respeitam o próprio cidadão, aí fica difícil. Ainda falta o pão na mesa de muitos, e educação para todos só em discursos de políticos em tempo de eleições. O que falta para o mundo, outro mundo possível, delírios de utópicos, sonhos e devaneios.
Não escrevo para ninguém, nem para mim mesmo. Escrevo porque as palavras vêem a mente e fica me perturbando, enchendo a paciência. E sem pensar despejo-a como água rio abaixo, fazendo crescer a semente ou fenecendo seus brotos, asfixiando as folhas e findando com as flores.
Há momento de estupidez, não julgue pelo momento, aliás, não julgue ninguém, não cabe a nós dizer quem é o certo e quem é o errado.  Sempre há dois pesos e duas medidas e “o pau que bate em Chico nem sempre bate em Francisco”, não atire pedra que o seu telhado pode ser vidro. A medida do amor é amar sem medida, estamos muito longe disso. E muitas vezes essas medidas não nos servem para medir a nós mesmos e si os outros. Os outros são sempre os nossos alvos preferidos, não aceitamos as nossas condições e transferimos aos outros as nossas responsabilidades. O outro é nosso reflexo daquilo que não aceitamos como erros ou dos acertos que queríamos que fosse nosso.
A nossa condição humana caminha entre o cosmo e o caos, a ordem/equilíbrio e a desordem/desequilíbrio.  Assim somos o que pensamos ser e o que sentimos ser. Somos a todo o momento, a todo instante, o tempo todo somos nós mesmos, queremos ser nós mesmos. E num lampejo  inimaginável um hiato de dúvida e a certeza, surge em nossa frente à encruzilhada, nenhuma bússola e várias setas. Pare! Segue o seu caminho, mas qual deles? Aquele que você escolher, mas são vários qual devo escolher? Escuta o seu silêncio e obedeça-o e dirá qual é o caminho.
Meu pensamento pensa a todo o instante e esquece-o no mesmo momento. Não diz o que penso, se o que penso é realmente o que penso. Não adianta o idiota sempre tem razão e os marcianos estão no quintal ao lado. Sempre sonho com coisas que nunca vivi, com lugares que jamais conheci, mas quando acordo de nada me lembro.
O infinito está em mim e eu não sei onde estou não me lembro de mim, só sei que voei bem alto e agora não sei como chegar ao chão. Chove nesse momento, é primavera, mas não vejo flores ouço uma canção dos anos 80, parece fazer bem. Já são quase 17 horas desta terça-feira vinte três de outubro,  e eu aqui em frente ao computador escrevendo esse texto que assim que terminar vou postar no blog. Vou postar porque gosto de divulgar o que escrevo, não espero que muitos leiam, nem que façam comentários com críticas ou elogios, não importo com isso. O que realmente importa é que eu escrevi, e sem compromisso com ninguém, talvez apenas comigo. Sou responsável pelo conteúdo e por eventuais erros caso venha aparecer. Agora já passa das 17 horas, a chuva deu uma parada. Estou procurando a melhor frase para terminar esse texto que está ficando longo demais, sinceramente, já está cansativo.
A hipocrisia da sociedade está em todos os cantos espalhados em todos os lugares. Amo quem me ama e não amo os inimigos como diz Evangelho. Será que faço o bem sem olhar a quem? Um momento que faz em instante que se refaz no sonho que nasce a cada amanhecer e perpetua por todo o entardecer; na vontade de querer e na busca de sempre ser, na utopia de uma esperança que sempre renasce e faz crescer. Como o sopro de um vento, vezes turbulento, outras suave. E assim perfaz caminhos na ousadia do próprio caminhar. Não importa se um o caminho seja florido ou espinhoso, a dor dos espinhos são aliviadas pela essência das flores.

Luiz Carlos de Proença 

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