Ainda há uma luz no final do túnel com
um forte poder de claridade e nela está contida a última esperança. Bebe-se da
fonte a água limpa e mata a sede de quem tem sede. No entanto e, entretanto,
brinca-se com as palavras, dando vida as mesmas e ao mesmo tempo falando da
dura realidade de um mundo louco, enlouquecido e cruel, onde muitos sobrevivem
e labutam por um pouquinho de dignidade.
É assim, embora muitos não concordem,
mas é assim. A imoralidade exposta e de cara limpa sem um pingo de pudor. A lei
legaliza a imoralidade e o legislador está pouco se lixando pra isso. Precisa
atender sua clientela, cuidar do curral eleitoral para os próximos quatro anos
e se for preciso aprovar leis que beneficie o seu bando. Mas, infelizmente parte da população não
colabora e por incrível que pareça continua elegendo políticos que não
respeitam o próprio cidadão, aí fica difícil. Ainda falta o pão na mesa de
muitos, e educação para todos só em discursos de políticos em tempo de
eleições. O que falta para o mundo, outro mundo possível, delírios de utópicos,
sonhos e devaneios.
Não escrevo para ninguém, nem para mim
mesmo. Escrevo porque as palavras vêem a mente e fica me perturbando, enchendo
a paciência. E sem pensar despejo-a como água rio abaixo, fazendo crescer a
semente ou fenecendo seus brotos, asfixiando as folhas e findando com as
flores.
Há momento de estupidez, não julgue
pelo momento, aliás, não julgue ninguém, não cabe a nós dizer quem é o certo e
quem é o errado. Sempre há dois pesos e
duas medidas e “o pau que bate em Chico nem sempre bate em Francisco”, não atire
pedra que o seu telhado pode ser vidro. A medida do amor é amar sem medida,
estamos muito longe disso. E muitas vezes essas medidas não nos servem para
medir a nós mesmos e si os outros. Os outros são sempre os nossos alvos
preferidos, não aceitamos as nossas condições e transferimos aos outros as
nossas responsabilidades. O outro é nosso reflexo daquilo que não aceitamos
como erros ou dos acertos que queríamos que fosse nosso.
A nossa condição humana caminha entre o
cosmo e o caos, a ordem/equilíbrio e a desordem/desequilíbrio. Assim somos o que pensamos ser e o que
sentimos ser. Somos a todo o momento, a todo instante, o tempo todo somos nós
mesmos, queremos ser nós mesmos. E num lampejo inimaginável um hiato de
dúvida e a certeza, surge em nossa frente à encruzilhada, nenhuma bússola e várias setas.
Pare! Segue o seu caminho, mas qual deles? Aquele que você escolher, mas são
vários qual devo escolher? Escuta o seu silêncio e obedeça-o e dirá qual é o
caminho.
Meu pensamento pensa a todo o instante e
esquece-o no mesmo momento. Não diz o que penso, se o que penso é realmente o
que penso. Não adianta o idiota sempre tem razão e os marcianos estão no
quintal ao lado. Sempre sonho com coisas que nunca vivi, com lugares que jamais
conheci, mas quando acordo de nada me lembro.
O infinito está em mim e eu não sei
onde estou não me lembro de mim, só sei que voei bem alto e agora não sei como
chegar ao chão. Chove nesse momento, é primavera, mas não vejo flores ouço uma
canção dos anos 80, parece fazer bem. Já são quase 17 horas desta terça-feira
vinte três de outubro, e eu aqui em
frente ao computador escrevendo esse texto que assim que terminar vou postar no
blog. Vou postar porque gosto de divulgar o que escrevo, não espero que muitos
leiam, nem que façam comentários com críticas ou elogios, não importo com isso.
O que realmente importa é que eu escrevi, e sem compromisso com ninguém, talvez
apenas comigo. Sou responsável pelo conteúdo e por eventuais erros caso venha
aparecer. Agora já passa das 17 horas, a chuva deu uma parada. Estou procurando
a melhor frase para terminar esse texto que está ficando longo demais,
sinceramente, já está cansativo.
A hipocrisia da sociedade está em todos
os cantos espalhados em todos os lugares. Amo quem me ama e não amo os
inimigos como diz Evangelho. Será que faço o bem sem olhar a quem? Um momento que faz em instante que se
refaz no sonho que nasce a cada amanhecer e perpetua por todo o entardecer; na
vontade de querer e na busca de sempre ser, na utopia de uma esperança que
sempre renasce e faz crescer. Como o sopro de um vento, vezes turbulento,
outras suave. E assim perfaz caminhos na ousadia do próprio caminhar. Não
importa se um o caminho seja florido ou espinhoso, a dor dos espinhos são
aliviadas pela essência das flores.
Luiz Carlos de Proença
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