Adentra
a noite ao olhar enfático do tempo
Traz consigo algo que se
desfaz em vazios
Como vozes que emudece ao
calar do silêncio
Fecham-se os olhares num instante qualquer
Nutre à alma a essência do
espírito em silêncio segue...
Segue alguém em mim um tempo,
é noite com sol
Silencia
o silêncio na tenacidade de um momento
Seduz as
palavras e induz as paixões
Aos gritos salta a voz que
antes emudecida
Agora balbucia amargas
palavras
Ao átrio sagrado dos
desérticos corações e insanos sentimentos
Encontro sobre a ternura os
resquícios e um vago momento
Em pequenas lembranças e
desejos ainda latentes
Aflora o mundo um
sentimento amargo
Aos poucos desatinado e
angustiado
Escondido entre as guerras
de todos os dias
Em estranhos sentimentos,
um sonho solitário e um adeus
Acolhe o meu medo fugindo
da coragem
E enveredando num longínquo
paraíso
De flores embalsamadas e
corações solitários
Do outro lado um jardim
perdido
E lágrimas em busca de um
olhar
O medo da coragem e a
mentira da verdade.
Foge a vida ao aconchego do
silêncio sob a fúria dos vendavais
Esconde o mau(l) em si mesmo e
nutri-o com o bem que lhe tem
Feri a liberdade e esconde
a verdade
Nossos desejos afloram a
pele nua e se perde entre a fugacidade dos ínfimos instantes
Cala-te a
voz insana e mórbida de tantos absurdos
Luiz
Carlos de Proença
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