segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O sistema


Preciso escrever alguma coisa, algumas palavras, algo que preencha as lacunas da existência. Não importa o sentido, não precisa dizer nada, apenas o fato de não dizer nada já diz alguma coisa. Vejo estradas, vejo caminhos e caminhar no sentido contrário, tentando mudar a direção do vento, nadando contra a corrente, vivendo contra o sistema.  Vai seguindo pela vida, vivendo os dias sem se preocupar com o amanhã. O hoje é o bastante o amanhã está por vir, aproveite o momento – carpe diem.  Imagina a fábula da La Fontaine, a cigarra e a formiga. Seja como a formiga, trabalhe, não seja como a cigarra viva a vida cantando, não se importe com o sentido das coisas, nada faz sentido, se não dermos sentidos às coisas.
Estamos vivos, assim existimos, existimos e assim estamos vivos. Ao respirar sinto que vivo, ao viver sinto que respiro. Aproveite o dia, viva o momento, deixe as coisas acontecerem. Se vierem as chuvas, deixam molhar e germinar a semente. Se vier o sol, deixe o astro rei aquecer a terra, iluminar o mundo irmanando corações e mentes.
Findando a estação de inferno, chegando à primavera. No Brasil se aproximam as eleições, os munícipes se preparam para eleger chefe do executivo municipal e os representantes na câmara legislativa, logo no início de outubro. Enquanto o poder judiciário julga o mensalão e a mídia esquece no caso cachoeira, que há índicos de dois representes de duas unidades federativas do país.
E no planeta vermelho, cujos habitantes, os marcianos são verdes, o robô curiosity em visita ao planeta marte a procura de vestígios de alguma forma de vida. Será que existe vida em marte? Não se sabe, o que todos sabem é que aqui na terra vive-se em guerra.   Todos parecem errados, não há certo e errado, verdades e mentiras, vícios e virtudes. O mundo pertence a quem a ele pertence e toda a coisa que nele existe, somente a ele pertence. É o início o meio e o fim e tudo mais existe, existiu e existirá.

Luiz Carlos de Proença

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