Amém a tudo que me cerca
Ao vento que me destroça
Ao barulho que me atormenta
E ao
silêncio a dor se cala.
A crença cai
por terra
E despoja a face esfacelada
No ritmo audacioso do tempo
Que perpassa a face oculta
Meu adágio é os dias que virão
E talvez nem saiba, não quero saber.
A angustia de cada dia
A causa de todas as dores
No ínfimo momento que a mente desacelera
E o pensamento dá um tempo ao tempo
É tudo um absurdo!
Luiz
Carlos de Proença
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