terça-feira, 5 de junho de 2012

Não quero saber


Amém a tudo que me cerca
Ao vento que me destroça
Ao barulho que me atormenta
 E ao silêncio a dor se cala.
 A crença cai por terra
E despoja a face esfacelada
No ritmo audacioso do tempo
Que perpassa a face oculta

Meu adágio é os dias que virão
E talvez nem saiba, não quero saber.
A angustia de cada dia
A causa de todas as dores
No ínfimo momento que a mente desacelera
E o pensamento dá um tempo ao tempo
É tudo um absurdo!

Luiz Carlos de Proença



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