As palavras vêm ao vento
O vento vem de um tempo
De um tempo qualquer
Que se faz instante no vento
Daquele tempo que se fez momento
Talvez seja difícil rimar lágrima e poesia
Com tempo e momento
Não faz mal rimo poesia
Com fantasia e com ousadia
Posso rimar até com hipocrisia
Mas não daria, não seria
Essa poesia que eu faria
Poesia de uma lágrima
Lágrima de dor ou de amor?
Lágrima de poesia
Da hipocrisia
Do amor, da dor, da cor e da flor
Lágrima do homem, da fome
Da dor da fome que consome
Lágrima do olhar que não quer ver
O ter ao invés do ser
São as lágrimas de todos os olhares
Um mundo e todas as dores
Um jardim e todas as flores
Um coração e todos os amores
Uma gota d’água e todos os mares
Um infinito e todas as cores
Poesia, dores, amores e flores
Ainda há olhares sobre flores
Lágrimas, então lágrimas e apenas olhares
Luiz Carlos de Proença
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