terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Teatro dos vampiros

“Esse é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê aonde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.”
Esse é um trecho da música da Legião Urbana, teatro dos vampiros, não é dessa música e nem de música que escrevo essa crônica. Esse título, “Teatro dos vampiros” retrata muito bem a sociedade atual. Todos conhecem ou já assistiram algum filme sobre vampiro, ser mitológico que se alimenta de sangue. É claro que isso é lenda, folclore que povoam o imaginário das pessoas. Imaginemos que a nossa sociedade seja uma coisa surreal, com criaturas indomáveis e espertas sanguessugas. A sociedade é o teatro dos vampiros com vários pontos de encontro, onde as tramas e trapaças do nosso cotidiano são conjecturadas e toda a forma maléfica de surrupiar a população é armada. Ali entre eles qual mais o qual querem levar vantagem, e aparecer como benfeitores, posando de anjos para a sociedade, anjos com auréola e tudo. Exceto alguns pouco, muito pouco mesmo que dá para contar nos dedos, mas a grande maioria faz daquele lugar o teatro dos vampiros, encenando a vida real. São vampiros que não voam a não ser em jatinhos particulares, e também não são loucos por sangue, alias o sangue tem vários nomes e o mais conhecido é tal de propina. E muitas dessas criaturas que habitam esses lugares nas três esferas: federal, estadual e municipal, se apodera de grande propina, pois presta grandes (de) serviços a sociedade.  Essas criaturas habitam outros lugares onde abocanham grandes mordidas. O lugar em que essas criaturas trabalham é mantido por criaturas menores que mantém todo o privilégio e confortos que eles precisam para sobreviver e mais o seu alimento preferido, a propina. Essa tal propina é consumidas por todos eles das mais variadas formas com os mais variados recheios (valores) e quanto mais, melhor.  São alguns poucos, muito poucos mesmos que não gostam de se alimentar de propina, preferem outros alimentos, um deles muito pouco falado quase ninguém que habita esse lugar conhece, parece que se chama ética, é alimento muito raro, difícil de ser encontrado. Essa dificuldade faz com que se alimente de propina que é mais abundante e se encontra em qualquer canto. O reinado dessas criaturas dura quatro anos, podendo ser renovado por quatro e...assim se perpetuam no poder.

Luiz Carlos de Proença

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