O jardim do Éden se desfaz num piscar de olhos, perfazendo a consciência vazia e as mãos sujas que ainda insistem em tocar o céu com o dedo da ignorância. Vícios e virtudes, formas e essências. Palavras mudas, folhas mortas se vão ao vento. No olhar do infinito a vitrine do tempo se quebra, espalhando estilhaços de cristais e fragmentos de verdades sob as cabeças pensantes dos transeuntes que dormem às margens do paraíso. A utopia de cada dia, num horizonte de poesia. Um brinde a verdade, um drinque a liberdade. Mergulham em oceanos, estrelas e infinitos para beber do azul todo o azul que há. Depois do sol, outro sol, e o caos se transforma em cosmo e encontra outros sóis, na esquina da via-láctea.
Na viagem da mente, o tele-transporte, o imaginário imagina o inimaginável. A mãe-terra, a terra-mãe. Somos todos passageiros, filhos da terra, filhos das estrelas. Esperanças e sonhos se abraçam, sob as lágrimas dos olhares perdidos, que trazem nas mãos as flores do amanhã. Num canto qualquer, um canto de paz e um cálice de silêncio numa suave e sublime melodia a embalar milhões de sonhos num ínfimo instante.
Luiz Carlos de Proença
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