"A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.” dizia os filósofos pré-socráticos. O ser humano é dotado de inteligência, normal. E aí, o que fazer com a inteligência? Vamos convir que o ser humano é sustentado por um tripé, inteligência, vontade e liberdade. De que adianta, a inteligência sem a vontade. De que adianta a inteligência sem a liberdade. A vontade em querer fazer e a liberdade para poder fazer. Liberdade para poder, vontade para querer. Atualmente o nosso planeta é habitado por quase 6,5 bilhões de pessoas. Um mundo dividido por riquezas e pobrezas, divididos em classes sociais e em países socioeconomicamente avançados e miseravelmente retrocedido, excluídos do panorama econômico. O mundo é um mar de misérias de ilhas paradisíacas permeados por ganâncias e luxurias insana. Todos são inteligentes. A pergunta que não quer calar: Porque essa disparidade, esse abismo que dividem ricos e pobres? Será que é à vontade em querer ser ou a vontade em querer ter? Será que falta vontade de quem vive na situação de pobreza ou falta liberdade para usar e utilizar a sua inteligência para se desenvolver? E a ilha de prosperidade, será que está exercendo a vontade de querer mudar essa situação? “A liberdade é muito mais que atributo da vontade do que da inteligência”. Inteligência, liberdade e vontade agregada à espiritualidade. Mais do que caminhar, mais do que olhar; é preciso sentir com a alma e coração tudo que nos envolve e nos desenvolve. Somos (info) formados tecnologicamente e submetidos a tudo que nos valoriza temporariamente e nos esquecemos da essência que perfuma alma e adoça o espírito. Utopia, sonho e esperança, o ser na insistência de ser. Um olhar na insistência do olhar. O transcendente perpassa o ser num momento extático. Forma e essência, numa perfeita simbiose. Humanizar o humano que há em nós, é ser um pouco de nós mesmo, onde cada um constrói e se constrói, na construção do todo.
Luiz Carlos de Proença
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