segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Do paraíso ao cotidiano


A Terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo e um vento de Deus pairava sobre as águas. (Gênesis 1,2). Então, disse Deus: “Que exista a luz”!  E a luz se fez luz e iluminou o mundo. Assim o fez Deus até completar toda a obra de sua criação. Em tudo que fez, Deus colocou o seu selo: tudo é bom. E o paraíso se iniciava o Éden. Então, Deus no último dia de sua criação, criou sua obra mais importante: o ser humano e o colocou no paraíso. E moldou com a infinitude do seu amor, mergulhando-os na imensidão de sua bondade e sublime misericórdia. E o verbo se fez carne e habitou entre nós. O homem desobedeceu, querendo ser Deus. E o pecado veio ao mundo, e o mundo caiu na obscuridade das travas. E todos somos artífices da luz ou das travas, temos essa liberdade dada a nós pelo próprio Deus. Ainda nos perguntamos: quem somos? De onde viemos? E para onde iremos? Por que poucos têm muito e muito tem pouco?
Estatística da ONU diz que o mundo atingirá em 2011 sete bilhões de pessoas. Pesquisas mostram que a produção mundial de alimento, daria para alimentar toda a população mundial. Mas, mais de um bilhão de pessoas, passam fome no mundo.  Pesquisas também mostram que não há falta de comida, mas sim falta de acesso à comida. O que impede que essas pessoas tenham acesso a comida e outros bens de consumo? A pergunta que fica: Por que será que somos assim? Será que somos partes da seleção natural da espécie como pensava Darwin? Fazendo comparativo entre o ser humano e animal, pode-se chegar à seguinte conclusão: o ser humano é dotado de inteligência, razão; ele é um ser racional, isso já o difere do animal. Ambos matam um ao outro, mas há uma diferente, o animal mata outro animal pela sobrevivência, o ser humano mata por crueldade. O domínio através do poder. O mundo já passou por duas guerras mundiais, e hoje são internáveis os conflitos. Governos tirânicos se perpetuam no poder e escraviza quem obedece e extermina quem não compactua com suas vontades.
Diante de tudo que a humanidade já viveu, de todos os conflitos, das mudanças na política, na economia, na ciência, a pergunta que fica: Onde o ser humano quer chegar e o que ele deseja? Qual é a fórmula do amor? Com todos os avanços alcançados pela inteligência do homem, o próprio homem ainda não entende a si mesmo.  Então, todas as coisas serão verdades, todo o ódio já foi amor por algum momento e todo o amor pode se transformar em ódio a qualquer instante, isso é do ser humano. Temos a capacidade para construir, como temos para destruir, é assim. Volta-se a si mesmo com a humildade de quem busca a felicidade num simples copo d’ água.

Luiz Carlos de Proença





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