sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uns dias e flores distante

Uma vez, outro dia, não sei
Não falo de mim,
Não sei dizer nada sobre mim
Assim tão simples.
Assim tão simples, como os segundos que passam.
Muito mais que isso é o desejo
Desejo de que querer sempre mais
E se perder no próprio desejo
Perfaço por vezes o mesmo caminho
Tentando redescobrir alguma coisa
Alguma coisa que não sei se existe.

É tão simples assim
São como as estrelas de uma noite distante
Distante assim, como eu de mim mesmo.
Assim tão simples.
Como um dia qualquer em um momento qualquer.
Extasiada a alma ao relento sob o calor de todos os sóis
Versos vazios quase insignificantes.
E as flores inquietas na solidão dos jardins
Mais um instante, apenas mais um instante.
E florescerão as flores às margens do paraíso.

Esses dias que não passam
As intermináveis horas
O sonho que não chega
Um sentido que não faz sentir qualquer sentimento
A inspiração que não chega
As palavras não têm vida
A vida caminha por tortuosos caminhos
Ela chora, sente dor, ama, odeia, e quer carinho
É incompreensível, mas as lágrimas e as dores do mundo
A insensatez estúpida e os anéis de saturno.

Luiz Carlos de Proença

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