sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Versos dissonantes

No jardim as loucuras das flores e a essência da maldade
Na mesquinhez humana que corroem a alma e derrete os metais
Na danças das estrelas a melodia dos malditos
E o silêncio dos céus
Os olhos do menino se reluziam como pedras preciosas
E lançava ao caminhar as dúvidas do próprio caminhar
Traçando as palavras em cada curva que seus olhos
Aturdido seguem as pegadas de seu destino
Segue a estrada, o horizonte até o infinito.
Até que o sol pare de brilhar e a perplexidade da complexidade
do complexo humano se torne tão complexo como o próprio complexo.

Luiz Carlos de Proença

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