A vida fragilizada diante da face em ruínas
O poder da ganância e a fraqueza dos que nada tem
E quase um segundo é quase nada
Mas é o bastante para nascer ou morrer
Afaga-me a face por um instante
E adormece entre anjos e flores
Hoje quero velejar estrelas em qualquer quintal
E mergulhar na essência de tudo que é sagrado
E embriagar-me num cálice de felicidade
Para contemplar o acaso em toda a sua plenitude
A dor do mundo e as lágrimas
De todos os olhares
O sangue da humanidade e
As feridas de todos os corações
A ignorância do homem e a virtude do saber
Amanhã a vida poderá seguir outro curso
...e o rio segue o paradoxo do existir
Antes do amanhecer o silêncio
Do sol e as lágrimas da lua
E um pouco de cada dia
Num verso de qualquer poesia
O sonho nasce entre os escombros
E a vida, mesmo ferida segue suas veredas.
Luiz Carlos de Proença
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