quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Bendito sejam aqueles versos
Permeado em tristeza e caminhando na luz do sol
Tu és versos, tristeza minha em poesia e lágrimas.
Suplico por vós e pelas flores às margens dos jardins
Pela liberdade ferida e corações aflitos
Oh, poesia, em mim arde seus versos e aquieta a minha alma.
Seus olhos em noite sem luar encantam a minha tristeza
Sua face afaga em meus versos e fere os meus momentos
Ah, essa vida, tantas andanças em tão pouco tempo.
Esse sorriso escondido, esse jeito único de ser.
Poesia, meu jardim em versos.
Poetiza-me e acolhe em seus braços.
Exalta em mim liberdade poética
Exala seu cheiro em tardes, mesmo que seja tarde.
Deixe ir embora o sol que o iluminou o dia
Amanhã são outros olhares, o hoje me faz bem.
Bendito seja essa poética
Ouso-me caminhar sobre a linha do horizonte
Chegar ao infinito e me perder na próxima esquina
Esqueço o seu nome entre tantos versos já esquecido
Entre erros e acertos, esqueça os meus acertos, os erros estão em mim.
Seguir adiante para encontrar-me em outros versos.
Em outros versos, há um tempo escondido entre poesia e lamento.
O luar esquece a noite e rouba o sol dos dias que virão.
Um olhar distante em noites escuras e flores murchas entre sorrisos.
Deleita-me ao sabor do acaso, e deixe-me entre os sublimes versos. Semeando sentimentos no jardim da esperança
Luiz Carlos de Proença

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