Um pouquinho de sol para aquecer o inverso da
alma. Doces são os dias e as horas sem se incomodar com os segundos que se fez
ontem. Em frente, sempre em frente até chegar ao sol e sucumbir-se em si mesmo.
Penso, assim e por aí flui a névoa cinzenta que vai ao encontro das estrelas e
beija a face da lua. Saiu em uma bela amanhã à procura do sol que não apareceu
para desejar bom dia. Penso, minto e sei por que penso e minto talvez a verdade
não queira ver o novo dia.
Sinto e todo o sentimento me alimenta, nutri
com a seiva de todos os dias que estão por vir. Amanhã acorda sob os olhares
perplexos e a alfazema exala seu aroma pelos quintais. Venho de longe para
colher flores e frutos e semear as próximas estações. Não conheço o caminho,
mas creio na incerteza do meu caminhar. Às vezes admiro o sol e aqueço com os
raios e procuro a sombra para me aliviar. Em outras vezes se engraço com a
chuva e namoro-a as faces encharcadas de um céu distante.
Amantes e amados adentram um mundo
desconhecido e parte em busca do porto seguro. Voam para bem longe, para a além
da imaginação. E depois voltam apanhar flores no mesmo quintal. Para bem longe
oura vez, um estranho em si mesmo. Talvez ainda não conheça o desconhecido, a
ponte para outra margem. As águas de outros rios e as lágrimas de outros e
diferente s olhares sob os mesmos horizontes.
Amanhã não sei, ainda não conheço o caminho.
Sempre em frente em busca de novas possibilidades. Sentir, pensar e ver o tempo
passar. Nada é estranho tudo é conhecível e o passar do tempo me faz bem. Voei
até as alturas e o infinito estava na solidão e o horizonte se encontrava
distante. Quero voltar aos mesmos jardins e abraçar as flores e saciar sua
beleza. Assim diz um estranho ao adentrar o jardim e extasiar com a exuberante
beleza: Dê-me um pouco de essência, preciso alimentar o meu espírito. E a
partiu para uma distante viagem.
Luiz
Carlos de Proença
16/08/2014
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