Dentro de
pouco menos de três meses vamos escolher democraticamente o representante do
executivo e da câmara legislativa, que irão comandar nosso município nos
próximos quatro anos. Nossa responsabilidade começa já, pela campanha
eleitoral. É tempo de tapinha das costas, conversar com pessoas que antes não
dava a mínima pra você e agora chega como se fosse velho conhecido.
Sem dúvida isso
irá acontecer com todos. Nesse caso eu farei o seguinte: Primeiro pergunto:
quem é você? O que ele deseja a gente já sabe. Com certeza esse cidadão irá
entregar o seu santinho e irá encher você de conversa fiada aquele tipo de papo
que todos estão cansados de ouvir, duvido que alguém já não foi vítima disso.
Infelizmente muitas dessas pessoas aceitam o santinho do candidato, mas é só o
cara virar as costas, vem à infeliz idéia de jogar a propaganda do candidato na
rua, eu chamo isso de falta cidadania ou falta de educação mesmo. A pessoa faz isso com essa propaganda
pode repetir esse ato, não jogando santinhos na rua, mas jogando lixo na urna
que irá sujar o município por mais quatro anos.
Outra saída
para esse tipo de candidato é ante dele começar falar, pedir logo o seu plano
de trabalho, com suas propostas e planos para o desenvolvimento do município. E
se o cara for mesmo de respeito e responsabilidade pelo o que assume ele não se
incomoda de dar por escrito suas proposta de trabalho e aí você vai pelo teste
final, pedindo a ele que assine o seu plano de trabalho como compromisso
assumido. Como não acredito que nenhum candidato e nenhum eleitor irão fazer
isso, então resta-nos ficarmos atentos com as promessas e propostas “sem pé e
sem cabeça”, aquém da nossa realidade e fora de contexto. Se o candidato não
souber qual é a função do legislativo, então pode esquecer esse candidato. Nós, cidadãos vamos escolher e pagar essas
pessoas para cuidar do orçamento da cidade por quatro anos. Eles irão zelar
pela coisa pública, todos os nossos impostos pagos voltam para a população em
forma de benfeitorias. Somos uma sociedade democrática com direitos e deveres.
Cabe a cada pessoa assumir o posto de cidadão comprometido com o seu tempo. E
esse tempo é agora, temos a oportunidade de fazer agora para não se arrepender
depois. Os próximos quatro anos começam
agora e a responsabilidade é nossa.
Comenta-se
muito que o brasileiro não gosta de política, é acomodado e se conforma com
pouco. Por sermos um país de mais de 190 milhões tem sim aqueles que não gostam
de política e os que gostam, até aí tudo normal. Mas o que muitos desconhecem é que a política
está presente no nosso cotidiano. Além da política partidária, há outras formas
de fazer política, de militância política. Quando um grupo se reúne em prol de
melhorias para a comunidade, está exercendo sua função, seja lá qual for sua
reivindicação, está levantando sua bandeira em nome de uma causa, isso também é
fazer política.
Para finalizar esse texto, cito Bertolt Brecht que foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX em O Analfabeto Político,
ele diz: “O pior
analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos
acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do
peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões
políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância
política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os
bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas
nacionais e multinacionais”.
Luiz Carlos
de Proença
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