segunda-feira, 16 de julho de 2012

Campanha eleitoral: Você também é responsável


Dentro de pouco menos de três meses vamos escolher democraticamente o representante do executivo e da câmara legislativa, que irão comandar nosso município nos próximos quatro anos. Nossa responsabilidade começa já, pela campanha eleitoral. É tempo de tapinha das costas, conversar com pessoas que antes não dava a mínima pra você e agora chega como se fosse velho conhecido.
Sem dúvida isso irá acontecer com todos. Nesse caso eu farei o seguinte: Primeiro pergunto: quem é você? O que ele deseja a gente já sabe. Com certeza esse cidadão irá entregar o seu santinho e irá encher você de conversa fiada aquele tipo de papo que todos estão cansados de ouvir, duvido que alguém já não foi vítima disso. Infelizmente muitas dessas pessoas aceitam o santinho do candidato, mas é só o cara virar as costas, vem à infeliz idéia de jogar a propaganda do candidato na rua, eu chamo isso de falta cidadania ou falta de educação mesmo. A pessoa faz isso com essa propaganda pode repetir esse ato, não jogando santinhos na rua, mas jogando lixo na urna que irá sujar o município por mais quatro anos.
Outra saída para esse tipo de candidato é ante dele começar falar, pedir logo o seu plano de trabalho, com suas propostas e planos para o desenvolvimento do município. E se o cara for mesmo de respeito e responsabilidade pelo o que assume ele não se incomoda de dar por escrito suas proposta de trabalho e aí você vai pelo teste final, pedindo a ele que assine o seu plano de trabalho como compromisso assumido. Como não acredito que nenhum candidato e nenhum eleitor irão fazer isso, então resta-nos ficarmos atentos com as promessas e propostas “sem pé e sem cabeça”, aquém da nossa realidade e fora de contexto. Se o candidato não souber qual é a função do legislativo, então pode esquecer esse candidato.   Nós, cidadãos vamos escolher e pagar essas pessoas para cuidar do orçamento da cidade por quatro anos. Eles irão zelar pela coisa pública, todos os nossos impostos pagos voltam para a população em forma de benfeitorias. Somos uma sociedade democrática com direitos e deveres. Cabe a cada pessoa assumir o posto de cidadão comprometido com o seu tempo. E esse tempo é agora, temos a oportunidade de fazer agora para não se arrepender depois.  Os próximos quatro anos começam agora e a responsabilidade é nossa.
Comenta-se muito que o brasileiro não gosta de política, é acomodado e se conforma com pouco. Por sermos um país de mais de 190 milhões tem sim aqueles que não gostam de política e os que gostam, até aí tudo normal.  Mas o que muitos desconhecem é que a política está presente no nosso cotidiano. Além da política partidária, há outras formas de fazer política, de militância política. Quando um grupo se reúne em prol de melhorias para a comunidade, está exercendo sua função, seja lá qual for sua reivindicação, está levantando sua bandeira em nome de uma causa, isso também é fazer política.
Para finalizar esse texto, cito Bertolt Brecht que foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador  alemão do século XX em O Analfabeto Político, ele diz: O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.


Luiz Carlos de Proença 

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