Dedico
essas palavras a todas as pessoas que me inspiram a cada dia a ver a vida com a
essência que se faz necessária e a imprescindível simplicidade.
A
utopia extasiada diante da vida que passa ao sabor do tempo. E no dissabor dos
sonhos desfeitos, a ilusão está e se faz a todo o momento. E assim segue a vida
como distantes infinitos em longínquos olhares. E sob o brilho do sol e a luz
do seu olhar se fez em um novo instante. Ah! Se eu pudesse ver o mundo numa
explosão de sentimentos absorvendo todas as amarguras de uma vida sem sentido. É uma utopia, vem o vento e junto à noite
estrelas em diferentes brilhos. Estrelas de céus distantes e de um brilho
distante, que se esvai a sombra de um sonho que se desfez.
Até que o cálice se quebre submergindo estrelas no hiato de um instante.
E a partir daí todos os sóis em súbito se faz e se refaz em pequenos infinitos,
sonhando com a via-láctea junto aos anjos e arcanjos, sonhos e quimeras. E assim faz-se o momento e refaz o instante
nos olhos que ainda enxerga no escuro o cair de uma lágrima, vingando as flores
nos desérticos jardins. Até que o silêncio se faça ouvir pelas pedras que rolam
por caminhos desconhecidos de um mundo miserável e hostil. E o silêncio fala ao
vento que ecoa canções que eleva a alma e acalma os corações, cicatrizando
feridas e aliviando as dores do mundo.
Assim falou o silêncio perplexo diante de
si mesmo:
A mais bela poesia nasce da
simplicidade dos corações que vivencia a plenitude do amor.
Momentos, instantes.
Os dias passam e com ele aprendemos em
cada gesto, em cada afeto, em cada afago, a importância do ser.
Há pessoas que transpassa a fronteira
do humano, de tanto humano que é, parecem divino, anjos, não sei, só sei que
são especiais, tornam-se especiais, se fazem especiais.
É um horizonte que os olhos não cansam
de olhar.
Que a esperança é esperançada
pacientemente.
Que os erros são apenas passos incertos
em busca de caminhos, que fortaleza a humana fragilidade.
E o caminho pode ser de encontro e
desencontro, flores e espinhos, de amigos confidentes.
Assim como o sol, a lua e as estrelas e
as flores de todos os jardins.
Assim como mãos que nos levantam quando
caímos, curam nossas feridas e nos acariciam e enxugam as lágrimas.
Muitas vezes em nossos jardins
precisamos apanhar flores sem se importar com os espinhos.
Há pessoas que fazem da vida o seu
projeto de amor.
Há pessoas fazem do amor o seu projeto
de vida.
E num momento de êxtase, que embriaga a
todos com ternura e sublime misericórdia.
A virtude se faz e transforma,
transcendendo o espírito que faz humano na busca e no encontro do outro, pois é
só na companhia do outro que se fazemos humanos, na fraqueza humana,
encontramos a fortaleza de Deus.
Um Deus que nos ama e que nos faz amar,
na comunhão e na compaixão, e na virtude que nos faz essência, na vivência da
humanidade que nos faz mais humano e mais próximo do transcendente.
Luiz
Carlos de Proença
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