O sabor desce sobre os lábios da noite
E fere os corações em desalentos.
E o mundo num desvario profundo.
Amanhã as lágrimas cairão sob as cinzas
Das noites passadas.
Os fardos pesados são os passos lentos.
Pelos caminhos das desventuras.
E as derrotas dos ignorantes sob a glória dos malditos.
Assim andas as feras sob as correntes
Pelas errantes veredas
Num conflito interminável.
Hoje as flores de qualquer jardim cantam
Ao dia de ontem a loucura do amanhã.
Antes a ferida do corpo, agora alma esfacelada
Tudo perde o sabor e a noite morre
Um pouco para dia viver mais.
E as setas apontam o lado desconhecido
Das verdades sucumbidas sob as nefastas mentiras.
e a liberdade sob asas caídas presa em si mesma
E o sepulcro dos vermes flutuantes
Pairando sobre as cabeças pensantes dos
Loucos caminhantes das veredas infindas
Dos cegos olhares que campeiam o horizonte.
Luiz Carlos de Proença
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