quarta-feira, 11 de abril de 2012

Leve-me aos seus braços ao amanhecer

Leve-me aos seus braços ao amanhecer
Em um mundo imaginável tentando entender o mundo real, ou o mundo real dentro do imaginável ou ainda ambos buscando se encontrar e sempre se desencontrando.
No parir da existência meus sonhos errantes em caminhos tortuosos
Envereda para outros horizontes e deslumbra a si mesmo ao amanhecer.

Leve-me aos seus braços ao amanhecer
Nas margens da vida as amargas essências e visões perambulam entre sonhos e pesadelos que sobressaltam os olhares nas efemeridades dos vagos momentos.
Momentos em êxtase e noites futuras sob nuvens passageiras
A lua adormece sobre os braços do sol e afago das estrelas

Leve-me aos seus braços ao amanhecer
E deixa a suavidade das manhãs
Acalentando o dia, abraça o momento num instante que se foi
Deixe findar a noite no aconchego das manhãs
Para depois viver as lembranças e os momentos de um dia inteiro
Não fale ao mundo as sua angustias
Ouça as flores e as inconstantes palavras em pleno silêncio

Leve-me aos seus braços ao amanhecer
Dos dias de sol e das torrentes chuvas e os lamaçais da vida
Sobraram estilhaços de cristais às margens dos rios da existência, sucumbem sonhos em ardentes desertos e distante horizonte
Das muitas vezes que vi o sol e a solidão do infinito em inconstantes desejos submergindo em tempestade e liberdade na complacência de tristes olhares e flores melancólicas.    

Luiz Carlos de Proença

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