domingo, 1 de abril de 2012

Política crônica


         Mais ou menos há 10 anos eu era uma pessoa apaixonada por política, tinha a minha legenda partidária preferida, não cheguei a ser filiado a esse partido. Hoje, um pouco mais maduro e experiente, vejo que para fazer política não precisa filiação partidária, há outras formas e também eficaz de participação política, comenta o senhor sentado no canto da porta, lado esquerdo de quem chega. Um homem aparentando mais ou menos 45 anos de idade, desconhecido até aquele momento. Chegará ali há poucas horas, mas não se hesita a expor sua opinião.
            Não sei o que vocês pensam em relação à política, mas a maioria usa a política para fins próprios. Se há alguém aqui que pretende ser candidato nas próximas eleições, vá em frente, mas tem um, porém, o candidato sem projeto é como qualquer profissional, sem preparo e sem as ferramentas certas para trabalhar, não passa de um enganador, e infelizmente ainda é fácil enganar o povo. Ainda há muitos analfabetos políticos elegendo também político “analfabeto”, comentar esse tal estranho. E continua destilando suas pérolas, não gosto da forma como é feita a política, muitos políticos se deixam levar como “Maria vai com as outras”.
            Temos pessoa competente e inteligente que faz a política séria para servir a comunidade, administrando a coisa pública com seriedade. Mas há também os que fazem a política da conveniência, se servindo da política (político profissional), usando-a em benefícios próprio ou de grupos organizados. Esse tipo de político é cativante e de discurso empolgante e emocionante, ludibria as pessoas pelas palavras fácies e contundentes, mas seu único objetivo é o poder.   Há também aquele tipo de político franco atirador, que repete o que ouve, fazendo críticas vazias, sem fundamentos, critica e não sabe por que critica e o que critica. E acrescenta ele, a crítica inteligente, é aquela com fins de ajudar, somar e agregar valores. Que não é o caso da nossa oposição que é oportunista e má intencionada, pois querem levar vantagens com os erros cometidos, dizendo: se fosse o candidato do meu partido, não faria isso, supondo que esse candidato seja eleito e faz a mesma coisa, e aí vem àquela velha desculpa, o outro que estava no poder não fez e agora a culpa é minha, e assim sempre fugindo da responsabilidade. Precisamos acabar com essa forma de fazer política e com os políticos que usa sempre essa velha forma.
            O que dá para entender é que a oposição torce para que tudo dê errado, não estando nem um pouco interessado ou preocupados com os problemas da população. A oposição inteligente e responsável enobrece e enriquece a política, esquecendo das divergências partidárias em prol do crescimento e do desenvolvimento. Todos param para ouvir aquele homem que não parava mais de falar e dizia ele, volto a falar, não sou político partidário, não estou aqui defendendo ninguém. Mas, não é assim que faz política, digo, não é assim que faz a verdadeira política. Não é fazendo criticas por causa de buracos nas ruas, problemas na saúde, a falta de limpeza, e outras mais, não estou afirmando que essas críticas não são válidas, entendam, não é isso.
             O que quero dizer é que está faltando inteligência política, no meio político. E continua, ao invés de usar essas criticas para desinformar a população, sejam um pouco mais inteligentes, guarde-as e aproveite na campanha, como programa de melhorias, com propostas condizentes com a realidade. E aqueles que não têm nada para propor fazem uso de promessas mirabolante surreal e falácias, é o vale tudo, lamenta-o. Outra coisa, democracia, não é fazer aquilo o que se pensa, só pelo fato de querer fazer. Antes de terminar, ele conclui dizendo, temos sim a liberdade de pensamento, mas cuidado, isso não dá o direito de sair por aí falando o que bem entende, temos o compromisso com o que falamos e a responsabilidade pelo o que falamos, quem muito fala, nada faz e vai embora assim como chegou, como um desconhecido.

Luiz Carlos de Proença 

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