quinta-feira, 3 de março de 2011

O olhar, o vazio e o absurdo

Quando floresce o desejo e a necessidade por liberdade, a busca se torna incessante e incansável. A liberdade não é um fim é um meio, e é intrinsecamente o impulso que impulsiona a saga humana nos caminhos da vida. A vida é a ação humana e viver é o entrelaçamento de sonhos e desejos sob a nossa condição humana. 
A ignorância nos fere e nos envolvem a todo o momento. Somos consumidos e tragados por certo absurdo, que muitas vezes sentimos até um pouco diminuído. Parece que tudo está perdendo o real e verdadeiro sentido. Dizem que colhe o que se planta, até aí tudo normal, não vejo nada demais.  A não ser a nossa ganância de sempre, bem isso é humano, se entende assim. A conveniência leva-nos a entender e compreender o anormal com se fosse normal. Não importando o caminho, o fim é justificável. Nem sempre o bom é vendido, vendem-se muitas porcarias a preços exorbitantes, vende-se até o que não tem preço. 
O olhar vazio e o absurdo se confundem com a escuridão da alma. Assim se perde muito tempo em busca do nada, caminhando por caminhos que não levam há lugar nenhum. 

Luiz Carlos de Proença

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