Nesse dia 11 de fevereiro de 2011 a história ganha mais um capitulo.
Dessa vez escrita pelo povo egípcio. É a força das ruas derrubando ditadores. É
o povo exigindo participação, soltando sua voz em busca de liberdade.
Depois 30 anos no poder e pouco mais de duas semanas de manifestação popular e
pressão exterior e o desejo de democracia tornou insustentável a permanência no
poder do presidente do Egito Hosni Mubarak que renunciou a presidência. É o
começo do fim do silêncio para vários países árabe que insiste em sustentar o
regime ditatorial, aprisionando o povo naquilo que todos têm de mais sagrado, a
liberdade. Liberdade para escolher o seu próprio caminho, liberdade para
construir o seu país, para fazer uma nação.
O pior que a ditadura, se é que há algo pior que isso, é a forma como
esses países, suas gentes são tratadas. Enquanto que a cúpula que estão no
poder se enriquece cada vez mais, para o povo sobram às migalhas. Na
década de 60, século passado, essa praga estava incrustado em todos os países
da América, inclusive no Brasil. As ditaduras então caindo por terra, os povos
que são e estão submetidos a esse regime anseiam por liberdade e participação.
O Egito que está num momento de comoção popular, partirá para um outro
momento, o momento de transição. Os militares assumiram o poder. Quando será
que o Egito irá ter um governo civil? Essa é a pergunta que fica. O que virá
depois do ditador? Com certeza essa é uma grande revolução que passa o mundo
árabe. Que quando essa euforia passar, o sonho possa continuar transformando a
realidade em um novo momento.
Luiz Carlos de Proença
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