Inicia-se nessa quarta-feira, 09 de
março a Campanha da Fraternidade 2011. Realizada pela Igreja Católica desde
1963, com objetivo de conscientizar e sensibilizar a sociedade em relação a
temas sociais. Nesse ano a campanha procura conscientizar e sensibilizar a
sociedade sobre o meio ambiente com o tema “Fraternidade e a vida no planeta” e
com o lema “a criação geme como em dores de parto”. Convida-nos a todos a fazer
essa reflexão, a relação do homem com o ambiente em que vive. Saciar as
necessidades humanas, sem matar a vida do planeta e sem matar a vida no
planeta.
Preservar e cuidar do meio ambiente é o
mesmo que cuidar e preservar a espécie humana e a vida em toda a sua
diversidade. Pesquisas mostram e apontam que a mão, a ação do homem está sendo
responsáveis pelas grandes mudanças climáticas. A ação humana está provocando,
e é responsável pelas grandes catástrofes dos últimos anos. O consumismo
desenfreado e a total irresponsabilidade de uma sociedade competitiva que
acirra o poder econômico e usufrui de tudo que a natureza oferece e sem a
mínima consciência, que tem que ter a contra partida.
E ao que parece, nós como sociedade nos
esquecemos de fazer a nossa parte. Não há um diálogo com a natureza, não há um
pacto de parceria, coisa simples: Você, natureza nos alimenta em tudo que
precisamos, e a nossa parte nesse pacto também é um muito simples: Cuidar e
preservar, consumir o suficiente, mas com uma condição: que todos tenham
suficiente para viver com dignidade. Tudo indica que isso não acontece. Poucos
consumem muitos e muitos consumem pouco. Não há relação solidária, assim como
há entre a terra e a semente. A natureza oferece, mas o ser humano não retribui
com a mesma intensidade. O
país mais rico, que mais produz, também é o que mais polui.
Os recursos naturais não são inesgotáveis como
pensavam outrora. Algo de urgente precisa ser feito. Que herança vamos deixar para as
futuras gerações? Um mundo habitável, onde todos tenham como viver e porque
viver? A criação geme como em dores de parto, nas vidas que foram ceifadas por
irresponsabilidade e incapacidade de gerir o bem público. A criação geme em
dores de partos nas mães que choram a fome de seus filhos, e a morte prematura
cega os olhos da esperança. É a terra-mãe que chora o descaso, a brutalidade e
a estupidez humana. É a natureza ferida nos grandes desertos que mata de sede a
alma e descolore o horizonte. Há
um pensamento que diz mais ou menos assim: “Deus perdoa sempre, o homem de vez
em quando e a natureza nunca”. Ainda há tempo, façamos alguma coisa, antes que
esse tempo se esgote.
Luiz Carlos de Proença
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