terça-feira, 8 de março de 2011

Fraternidade e a vida no planeta


Inicia-se nessa quarta-feira, 09 de março a Campanha da Fraternidade 2011. Realizada pela Igreja Católica desde 1963, com objetivo de conscientizar e sensibilizar a sociedade em relação a temas sociais. Nesse ano a campanha procura conscientizar e sensibilizar a sociedade sobre o meio ambiente com o tema “Fraternidade e a vida no planeta” e com o lema “a criação geme como em dores de parto”. Convida-nos a todos a fazer essa reflexão, a relação do homem com o ambiente em que vive. Saciar as necessidades humanas, sem matar a vida do planeta e sem matar a vida no planeta.
Preservar e cuidar do meio ambiente é o mesmo que cuidar e preservar a espécie humana e a vida em toda a sua diversidade. Pesquisas mostram e apontam que a mão, a ação do homem está sendo responsáveis pelas grandes mudanças climáticas. A ação humana está provocando, e é responsável pelas grandes catástrofes dos últimos anos. O consumismo desenfreado e a total irresponsabilidade de uma sociedade competitiva que acirra o poder econômico e usufrui de tudo que a natureza oferece e sem a mínima consciência, que tem que ter a contra partida.
E ao que parece, nós como sociedade nos esquecemos de fazer a nossa parte. Não há um diálogo com a natureza, não há um pacto de parceria, coisa simples: Você, natureza nos alimenta em tudo que precisamos, e a nossa parte nesse pacto também é um muito simples: Cuidar e preservar, consumir o suficiente, mas com uma condição: que todos tenham suficiente para viver com dignidade. Tudo indica que isso não acontece. Poucos consumem muitos e muitos consumem pouco. Não há relação solidária, assim como há entre a terra e a semente. A natureza oferece, mas o ser humano não retribui com a mesma intensidade.  O país mais rico, que mais produz, também é o que mais polui.
 Os recursos naturais não são inesgotáveis como pensavam outrora. Algo de urgente precisa ser feito.  Que herança vamos deixar para as futuras gerações? Um mundo habitável, onde todos tenham como viver e porque viver? A criação geme como em dores de parto, nas vidas que foram ceifadas por irresponsabilidade e incapacidade de gerir o bem público. A criação geme em dores de partos nas mães que choram a fome de seus filhos, e a morte prematura cega os olhos da esperança. É a terra-mãe que chora o descaso, a brutalidade e a estupidez humana. É a natureza ferida nos grandes desertos que mata de sede a alma e descolore o horizonte.  Há um pensamento que diz mais ou menos assim: “Deus perdoa sempre, o homem de vez em quando e a natureza nunca”. Ainda há tempo, façamos alguma coisa, antes que esse tempo se esgote.

Luiz Carlos de Proença

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