terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Um vento qualquer


Debruça sobre os ombros a meiguice dos instantes que me quer sempre ao seu lado. Deixe assim, o sol voltará amanhã. Hoje, o dia foi muito bom, será melhor amanhã.
 Ouço minhas músicas preferidas e deleito no momento agora só para ser feliz por esse instante. Meus erros encaminham minhas verdades. Minhas incertezas são tão certas que fazem caminhar.
As dores do carpo não interrompem meu sorriso e o frescor da alma repousa à tranquilidade da consciência. O mundo não é justo e nem injusto é o que é.
Meus sonhos querem asas e as asas querem voar; deixe o por enquanto para sempre, pois o sempre, sempre acaba.
 Deita sobre a relva e a lua clareia minhas quimeras, para depois falar aos anjos seus inquietos pensamentos.
Não vou reclamar do sol ardente, do frio e nem das torrentes chuvas. Não reclamo da vida, não culpo os outros por meu fracasso; não é a alegria das minhas dores que vão curar as feridas alheias.
Todo o meu sentimento, todo o meu amor e tudo que me envolve na completude do todo. O mundo e suas guerras, conflitos e confrontos. Corações vazios e mentes inócuas.
São somente as dores de uma paz distante e o medo sob a visão do caos.  Deixe esse canto triste e melancólico ecoar outras travessias e morrer à beira da solidão. De longe parecia ser flores em um imenso jardim, logo em seguida os olhares turvos as mentes se perdem entre os vãos da existência. Meu eu distante e o silêncio apascenta meu ser.  

Metáforas do Eu
Visite o site da editora e procure pelo nome do autor. Livro Êxtase da alma e mais recente, Metáforas do eu. Acesse:  http://189.111.238.146/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br
Luiz Carlos de Proença


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