Debruça sobre os ombros a meiguice dos
instantes que me quer sempre ao seu lado. Deixe assim, o sol voltará amanhã. Hoje,
o dia foi muito bom, será melhor amanhã.
Ouço
minhas músicas preferidas e deleito no momento agora só para ser feliz por esse
instante. Meus erros encaminham minhas verdades. Minhas incertezas são tão
certas que fazem caminhar.
As dores do carpo não interrompem meu
sorriso e o frescor da alma repousa à tranquilidade da consciência. O mundo não
é justo e nem injusto é o que é.
Meus sonhos querem asas e as asas querem
voar; deixe o por enquanto para sempre, pois o sempre, sempre acaba.
Deita
sobre a relva e a lua clareia minhas quimeras, para depois falar aos anjos seus
inquietos pensamentos.
Não vou reclamar do sol ardente, do frio e
nem das torrentes chuvas. Não reclamo da vida, não culpo os outros por meu
fracasso; não é a alegria das minhas dores que vão curar as feridas alheias.
Todo o meu sentimento, todo o meu amor e
tudo que me envolve na completude do todo. O mundo e suas guerras, conflitos e
confrontos. Corações vazios e mentes inócuas.
São somente as dores de uma paz distante e
o medo sob a visão do caos. Deixe esse
canto triste e melancólico ecoar outras travessias e morrer à beira da solidão.
De longe parecia ser flores em um imenso jardim, logo em seguida os olhares turvos
as mentes se perdem entre os vãos da existência. Meu eu distante e o silêncio
apascenta meu ser.
Metáforas do Eu
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nome do autor. Livro Êxtase da alma e mais recente, Metáforas do eu.
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Luiz Carlos de Proença

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