“Se a isca não foi abocanhada, a culpa
não é minha. Não havia peixe... (Nietzsche). Bebemos da antiga fonte de um
eqüidistante passado de um mundo em constante evolução. E assim somos nós
caminhantes por essas veredas, vezes complicamos em outras descomplicamos e
assim é o nosso caminhar. Do outro lado da outra margem, o mesmo lugar parece
ser diferente, muito diferente.
Vírgula, vírgula uma ova e de repente
mais que de repente um silêncio que se podia ouvir a quilômetros de distância e
em seguida uma pausa. Mas que doideira? Ouvir o silêncio? O que você bebeu e o
que você comeu no jantar? Você está é louco, onde se viu ouvir o silêncio?
Retrucou aquela estranha voz que vinha de algum lugar. É, acho que estou louco
mesmo, estou ouvindo vozes e não consigo ver ninguém. Por ventura, você tem
algum livro, preciso ler, preciso-me alimentar, só peço que entenda a minha
situação, não complique o que já está complicado entenda o meu silêncio.
O descaso é parte integrante do
cotidiano, é coisa normal ver um pedinte em cada esquina, é parte da paisagem.
A briga ideológica e o discurso caloroso de políticos populista. E o mundo
saindo do eurocentrismo e caminhando em busca das margens ainda estranha ao
poder real no distante horizonte ao redor do próprio umbigo.
Que viva vida!
E aos que dela deleita o verdadeiro prazer do viver bem e do bem viver.
Quando floresce o desejo e a necessidade por liberdade, a busca se torna
incessante e incansável. A liberdade não é um fim é um meio, e é
intrinsecamente o impulso que impulsiona a saga humana nos caminhos da vida. A
vida é a ação humana e viver é o entrelaçamento de sonhos e desejos sob a nossa
condição humana.
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