Diante de um
desafio, a pessoa é impelida a avaliar todas as hipóteses possíveis que
oferecem condições para que barreiras sejam superadas. O desafio nos instiga e
leva-nos a buscar alternativas para solucioná-lo, fazendo com que todos cresçam
através da experiência vivenciada e dos conhecimentos adquirido. A leitura é o
alimento da alma. Ler é prever, pensar, interagir. “Não é no silêncio que os homens se fazem,
mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexao” (Paulo Freire). Cada um lê o
mundo com os olhos que tem. E a partir
daí formar opiniões sobre diferentes pontos de vistas. A cabeça pensa a partir
do chão em que se pisa. A leitura de cada pessoa é única, é individual é
inerente à própria pessoa. Respeitando cada um e valorizando o que está no
outro e pode ser que eu veja algo diferente que ainda não consegui ver e
enxergar o imprescindível. A partir de então ver em mim a dinâmica da vida que
se faz no eu o reflexo do mundo a minha volta.
Intuído de boa
vontade pensam-se os homens a praticarem sempre o bem. Não se pode ser superficial, pensando que as
coisas acontecem por acontecer, sem ter um motivo ou algo que o impulsione.
Tudo se desenvolve, se transforma, cria e recria. Numa interligação conectando
o mundo ao submundo, sonhos e realidades, imaginação e conhecimento. Inicia a
contagem regressiva, três, dois, um, rumo ao conhecimento desconhecido no
centro do décimo sétimo sol. Um mundo de fantasia incrustado no centro do
infinito, sob o silêncio dos inocentes e os gritos dos ignorantes. Nefastos
roubam do céu o azul e do sol o seu brilho e o cosmo se transforma em
caos. Voam asas libertadas dos
cativeiros, entre estrelas, céus e tempestades fazem da sua dor o alívio da
alma e da alma o seu refúgio, oculto ao ser que se faz em sim mesmo.
O décimo
sétimo sol e as outras margens de outros rios sob o universo submerso em outras
esferas com olhares delirantes. As mesmices ditam regras, e a exceção aos fatos
exibidos nas vitrines a preços incomensuráveis levam à loucura a normalidade.
Que parem o tempo e façam impuros todos os corações no sangue imundo dos homens
de boa vontade e vomite o fel de toda a hipocrisia dos insanos e malditos que
plantam flores em areia movediça.
Depois da
semente a liberdade e os girassóis nas ondas do rádio conectando sonhos e
esperanças e as intermináveis guerras dos homens que aniquilam justos e injustos
e dizimam nações. No alto da montanha os resquícios de cristais se juntam
harmonizando céu e terra, solidarizando homens e animais num rito universal. E
aí o sertão vira mar e a lua mergulha na imensidão de um distante e próximo ao infinito.
E uma viagem em visita ao universo andando sob a via-láctea, lambuzando de todo
o azul que há na vastidão do infinito. Num momento qualquer roubar as cores do
arco-íris para pintar o horizonte, e depois deslumbrar o colorido num olhar
surpreso do mundo, acordando de um sono profundo de um romance que continua nas
entrelinhas.
Luiz Carlos
de Proença
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