sábado, 21 de julho de 2012

Nas entrelinhas d’alma


Diante de um desafio, a pessoa é impelida a avaliar todas as hipóteses possíveis que oferecem condições para que barreiras sejam superadas. O desafio nos instiga e leva-nos a buscar alternativas para solucioná-lo, fazendo com que todos cresçam através da experiência vivenciada e dos conhecimentos adquirido. A leitura é o alimento da alma. Ler é prever, pensar, interagir.  “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexao” (Paulo Freire). Cada um lê o mundo com os olhos que tem.  E a partir daí formar opiniões sobre diferentes pontos de vistas. A cabeça pensa a partir do chão em que se pisa. A leitura de cada pessoa é única, é individual é inerente à própria pessoa. Respeitando cada um e valorizando o que está no outro e pode ser que eu veja algo diferente que ainda não consegui ver e enxergar o imprescindível. A partir de então ver em mim a dinâmica da vida que se faz no eu o reflexo do mundo a minha volta.
Intuído de boa vontade pensam-se os homens a praticarem sempre o bem.  Não se pode ser superficial, pensando que as coisas acontecem por acontecer, sem ter um motivo ou algo que o impulsione. Tudo se desenvolve, se transforma, cria e recria. Numa interligação conectando o mundo ao submundo, sonhos e realidades, imaginação e conhecimento. Inicia a contagem regressiva, três, dois, um, rumo ao conhecimento desconhecido no centro do décimo sétimo sol. Um mundo de fantasia incrustado no centro do infinito, sob o silêncio dos inocentes e os gritos dos ignorantes. Nefastos roubam do céu o azul e do sol o seu brilho e o cosmo se transforma em caos.  Voam asas libertadas dos cativeiros, entre estrelas, céus e tempestades fazem da sua dor o alívio da alma e da alma o seu refúgio, oculto ao ser que se faz em sim mesmo.
O décimo sétimo sol e as outras margens de outros rios sob o universo submerso em outras esferas com olhares delirantes. As mesmices ditam regras, e a exceção aos fatos exibidos nas vitrines a preços incomensuráveis levam à loucura a normalidade. Que parem o tempo e façam impuros todos os corações no sangue imundo dos homens de boa vontade e vomite o fel de toda a hipocrisia dos insanos e malditos que plantam flores em areia movediça.
Depois da semente a liberdade e os girassóis nas ondas do rádio conectando sonhos e esperanças e as intermináveis guerras dos homens que aniquilam justos e injustos e dizimam nações. No alto da montanha os resquícios de cristais se juntam harmonizando céu e terra, solidarizando homens e animais num rito universal. E aí o sertão vira mar e a lua mergulha na imensidão de um distante e próximo ao infinito. E uma viagem em visita ao universo andando sob a via-láctea, lambuzando de todo o azul que há na vastidão do infinito. Num momento qualquer roubar as cores do arco-íris para pintar o horizonte, e depois deslumbrar o colorido num olhar surpreso do mundo, acordando de um sono profundo de um romance que continua nas entrelinhas.

Luiz Carlos de Proença

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