Eternizou-se em nós a frase dita
e cantada, que o Brasil é o país do futuro. De certa forma isso é verdadeiro,
pois se trata de um país muito jovem com cinco séculos de vida.
Acredito que todos saibam pouco da história do Brasil, mas esse não vem ao
caso, não é disso que trata esse texto. Um país e seu povo, o Brasil para os brasileiros.
Tantos sociólogos, antropólogos já escreveram sobre esse país e seu povo, suas
alegrias, suas riquezas, seus problemas e tudo que envolvem essa grande nação.
Desde
que me conheço por gente, ouço sempre falar na tal cultura política brasileira.
Mas que “raio” é isso? Não vou responder diretamente, a resposta estará ao
longo do texto a partir desse ponto. Todos sabem como esse país foi descoberto
e toda a sua história a partir do seu descobrimento até a contemporaneidade.
Para chegar até a esse momento, muitos outros momentos enriqueceram e
empobreceram a história e a trajetória desse país e desse povo.
Nascemos
pré-coloniais, em seguida colonizados, passamos pelo período imperial, a coroa
era poder e a crença era o rei, um rei distante, mas era o rei. Ficamos
independentes da coroa e abraçamos a república, a coisa pública, tudo pertencia
a nós. Parecia que o país do futuro
começava caminhar por suas próprias pernas. O Brasil, gigante pela própria
natureza, eternamente adormecido em berço esplêndido. E a República que nos
tornaria livres, com nossas crenças, nossos valores, nossos ideias e tudo que é
inerente a uma sociedade livre e pujante caminhava sob novos horizontes. Mas, tudo
isso vinha a cair por terra entre tiros e trincheiras e o poder dos generais. E
a República mergulhava no caos da obscuridade dos anos chumbo. Sempre há
arco-íris após a tempestade e um sol de esperança brilha para um novo país. Ai
veio um novo tempo, a redemocracia do país e um novo hálito político suavizam o
céu do Brasil.
O
poder sem os generais abrem espaços para o poder civil, o povo no poder, o
poder é do povo. E assim se seguiu e a política toma corpo e um novo temperado
pela democracia com sabor de liberdade. Vota-se o povo, escolhem seus
representantes e também derrubam os escolhidos.
As legendas partidárias se misturam num mar ideológico e crenças
políticas e o poder se acirra. E nesse contexto, se depara com um sistema
político frágil e corrupto. O cenário é um grande balcão de negócio onde se
vende república a gosto do freguês. As instituições políticas fragilmente se
corrompem aos olhos do padrão. Um sistema no mesmo sistema como cupim na
madeira e o Brasil dos brasileiros empobrece sobre as ordens do rei e ainda sob
a força bruta dos generais. Mas mesmo
assim, o Brasil dos brasileiros insiste em crescer apesar da indústria da
roubalheira e o imenso lamaçal político.
Luiz Carlos de Proença
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