domingo, 2 de outubro de 2011

Rolam as pedras



    Num canto vazio tateio o silêncio
E mergulho na imensidão do nada.
Nas veredas do futuro, o trem da historia.
Segue rumo ao infinito.
Entre o ser e o ter, o vazio do nada.
O rio se perde em seu curso
E as águas evaporam entre nuvens
E caem sobre a cabeça do mundo.

Navego na vastidão do paradoxo
No ir e no chegar, no chorar e no sorrir.
Até que as lágrimas parem de rolar
Até que as pedras falem por mim.
E o mundo pare extasiado,
Estático diante do desconhecido.

Do outro lado, ás margens do rio,
O fluxo das águas e o curso da vida.
E as flores se perdem entre sonhos e pesadelos.
O sol já foi embora e a aurora do tempo
Se finda no subterrâneo do silêncio.

Olhe o mundo lá fora!
E sinta a dor das feridas aberta,
Latente, dilacerada.
Acorde o mundo, olhe para os lados;
Bota a cara à tapa, rasgue o protocolo.
E assuma o seu lugar.
A fenda do tempo se abriu
E o vento passou e o tempo envelheceu.

Luiz Carlos de Proença

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