quinta-feira, 2 de junho de 2011

Olhos d’água


Resplandece o tempo já passado nos
Olhares perdidos dos dias inacabados.
Reluziam-se tantas incógnitas já quase esquecidas
Ou apenas escondidas num canto qualquer da vida.

Parece que o mundo não canta mais a mesma canção
E o silêncio ainda mesmo que sepulcro ressoa nas faces do absurdo.
Abra as portas e as janelas, que o sol já vem chegando.
Entre as entranhas de um o desconhecido ser

Perto daqui um lugar, talvez esse seja um lugar nenhum.
Nenhuma seta, nem bússola, nada que indique o caminho.
Nada que parece ser é o que realmente é ou deveria ser.
Tudo caminha, e no caminho algo, apenas alguma coisa,
Alguma coisa que se apresenta ao vazio de qualquer lugar.
Nada é para sempre, tudo é temporário.
E no eterno, a ternura se aflora, submergindo                                            estrelas de qualquer constelação

Luiz Carlos de Proença


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