quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conveniência


Em entrevista ao um site de notícia o ex-presidente FHC declarou que seu partido, o PSDB tem que mudar o seu jeito de fazer oposição. Declarou que o partido deve investir na classe média, como quem diz: os pobres (classes das bolsas) não dão retorno suficiente.  Mas, eu pensava que esse partido fosse classe media para cima. Que eu me lembre os 8 anos de seu governo não teve nenhum momento, de impacto em favor da população mais desfavorecida. Alguém pode até me questionar, e o plano real não favoreceu a todos? Claro que sim, favoreceu a todos estou plenamente de acordo.
Como todos nós sempre torcemos para que todos ganhem. Infelizmente isso não é de todo verdade. Para os partidos de oposição, que veem o avanço com plano real, mas prefere uma análise mais profunda e particularizada. É de comum acordo, todos ganharam com esse plano, ponto. Mas, não houve uma distribuição igualitária de renda. Por isso foram criadas essas bolsas, que se unificaram em apenas uma. O que a política econômica não conseguiu, tentaram pelo menos maquiar a situação com a criação dessas bolsas. Só lembrando que essas bolsas foram criadas durante os oito anos do governo FHC, PSDB.
O governo seguinte continuou com o programa, mas unificou todas as bolsas, no bolsa família. A questão de usar programa para transferência de renda como o bolsa família, tem o lado bom. As famílias de baixa renda aumentam um pouco o seu poder de compra. Mas, e quando essas famílias saírem do programa? Apesar de ser um programa de transferência de renda. A proposta inicial era ir mais além do que transferir rendas por meio de um programa (bolsa). Era com o tempo dar condições a essas famílias.
Quer dizer o programa viria acompanhado de outros meios que poderia fazer do programa a inserção de direitos básicos. Como a profissionalização através de cursos de capacitação. Mas isso não aconteceu. O atual governo federal pretende retomar essa proposta. Espero que isso se concretize nenhum governo pode se orgulhar dessa política compensatória e sim de uma política social de fato, que assegurem direitos e dignidade.

Luiz Carlos de Proença


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