sábado, 15 de junho de 2013

A copa no país das maravilhas

Começa a copa das confederações FIFA 2013, que orgulho para o Brasil sediar esse evento, muito bom para todos. O Brasil é um país organizadíssimo, os estádios ficaram prontos um ano antes e foram todos construídos com recursos privados. Os recursos públicos estão todos aplicados em nossos hospitais em nossas escolas, em moradias, saneamento básico, em transportes e em segurança, enfim, tudo em prol da população. A nossa justiça funciona e as nossas leis são implacáveis e impecáveis. Quanto à corrupção, o que é isso? Isso não existe em nosso país.

Não há verbas públicas desviadas, nossos políticos são todos honestos, incansáveis lutadores em defesa do bem de toda a população.   Aqui tudo funciona, há uma política de distribuição de renda igualitária, a política fiscal e tributaria favorece a todos com taxas de juros baixíssimas e uma carga tributária pequena, a menor do mundo.   A economia vai muito bem com um PIB (Produto interno bruto) acima de 10% ao ano. E um salário mínimo que farta a mesa de todos os brasileiros.

 As manifestações ocorridas nesses últimos dias foram pacificas, nem um patrimônio público foi depredado, os policiais não cometeram nenhum abuso de autoridade. E os nossos governantes atenderam todas as reivindicações e até aplaudiram as manifestações.

Situação e oposição estão todos juntos, pensando então somente no desenvolvimento do país. Não há nenhum interesse, a não ser o crescimento econômico e social da nação.

Quanto à questão da pobreza, são coisas dos cientistas sociais e os índices negativos como o baixo IDH (Índice de desenvolvimento humano) são invenções de sociólogos.  As favelas são cidades cenográficas e seus moradores são atores e representam situações que seriam reais se os nossos governantes não cuidassem com responsabilidade e compromisso com o dinheiro público.

Então é assim, todos empunhando a nossa bandeira e o verde e amarelo colori a pátria de chuteira que entra em campo impulsionado por um patriotismo quase surreal. Parte da crônica esportiva movido pelo ufanismo faz de tudo para passar a imagem de heróis em defesa da pátria. Só falta fazer como 1970, a diferença é que não somos 90 milhões em ação, somos 190 milhões em ação, pra frente Brasil salve a seleção.     

Luz Carlos de Proença



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